A FEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES NA AGRICULTURA DO ESTADO DE MINAS GERAIS, manifesta sua profunda indignação diante do resgate de 63 trabalhadores rurais submetidos a condições análogas à escravidão em fazendas produtoras de café nos municípios de Santana do Manhuaçu e Matipó, na Zona da Mata mineira.
Conforme noticiado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), os trabalhadores eram submetidos a jornadas exaustivas, sem registro formal, sem descanso semanal regular e em condições degradantes. Foram constatadas graves violações de direitos, incluindo ausência de instalações sanitárias, alojamentos precários, falta de água potável, inexistência de equipamentos de proteção individual e cobranças abusivas por alimentação e transporte. Entre os resgatados, havia inclusive um adolescente de 14 anos fora da escola há cerca de um ano.
O combate ao trabalho análogo à escravidão é uma bandeira histórica da Fetaemg. A entidade reafirma que não é admissível, em pleno século XXI, que trabalhadores e trabalhadoras rurais ainda sejam submetidos a situações que afrontam a dignidade humana.
A Fetaemg defende a responsabilização dos infratores, a ampliação das ações de conscientização, prevenção, fiscalização, respeito aos direitos trabalhistas e a valorização de quem produz a riqueza do campo. Condições que são fundamentais para o desenvolvimento sustentável do meio rural.
A Fetaemg seguirá firme na luta por trabalho digno, justiça social e valorização dos trabalhadores e trabalhadoras rurais