Fetaemg assina protocolo do setor sucroalcoleiro
em Belo Horizonte
Um fórum sobre mudanças climáticas, promovido pelo governo de minas debateu temas ligados ao meio ambiente e reuniu instituições, entre elas a Fetaemg, que assinaram um protocolo de intenções com o setor sucroalcoleiro. O uso do fogo nas atividades rurais é disciplinado pela Lei e a autorização é concedida de forma controlada pelo Instituto Estadual de Florestas - IEF. No caso da cana de açúcar o fogo é usado para amenizar o potencial de corte das folhas e assim diminuir os acidentes com trabalhadores, mas trás danos ao meio ambiente.
O Protocolo de intenções assinado entre o Governo de Minas e entidades ligadas ao setor visa a execução de ações conjuntas que garantam a redução progressiva do uso da queima nas colheitas de cana de açúcar e o desenvolvimento sustentável do setor. O Estado de Minas passa a adotar regras mais restritivas do que as normas previstas pela Lei Federal. Os produtores e indústrias que aderirem ao protocolo e que se instalarem em Minas a partir de 2008 devem ter mecanizado no mínimo 80% do corte da cana em 2009, e 100% até 2014. Nos plantios implantados até 2007 e já licenciados a mecanização das áreas deverá estar concluída no máximo em 2014.
O Presidente da Fetaemg Vilson Luiz da Silva lembrou do significado deste protocolo para os Trabalhadores Rurais e para o meio ambiente. Ele disse que o modelo implantado em Minas deverá servir de exemplo para outros estados do país; “temos que proteger o meio ambiente e os trabalhadores, e sabemos que acabando com a queima da cana teremos de 80 a 100 mil trabalhadores assalariados desempregados em MG. Esse protocolo de intenções acaba de fato com a queima no Estado em 2014, este é prazo para que o Governo capacite e qualifique estes trabalhadores e coloque-os em novos postos de trabalho”.
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