Cerca de 150 trabalhadores acampados e assentados da reforma agrária participaram nesta quinta-feira de uma reunião em Belo Horizonte, com o superintendente Regional do Incra, Gilson de Souza. Os trabalhadores reivindicaram maior agilidade do Incra no atendimento às vistorias e aos decretos de desapropriações de terras e ainda, melhor infra-estrutura nos assentamentos, como água, luz e estradas.
Na reunião que durou o dia todo, os assentados e acampados reclamaram da demora no atendimento às suas demandas, que em alguns casos já se arrastam há anos. Na pauta de reivindicações entregue ao superintendente do Incra, foram listadas as dificuldades enfrentadas por cada região do Estado. Os trabalhadores tiveram também a oportunidade de expor as suas demandas, cobrando uma resposta concreta do Incra.
A diretora de Política Agrário e Meio Ambiente da Fetaemg, Eliene Ribeiro, explicou que a demora no atendimento às vistorias e nas desapropriações têm sido um dos grandes problemas. “Nós temos acampamentos de mais de vinte anos. Há uma morosidade muito grande do Incra nas vistorias e também nas áreas de conflitos com dificuldade de desapropriações.”
O presidente da Fetaemg, Vilson Luiz da Silva, esclareceu que na pauta constam reivindicações antigas que estão merecendo uma atenção especial do Incra. “Nós temos reivindicações que estão na nossa pauta há cerca de cinco anos. Queremos terminar essa reunião com uma pauta já agendada com o Incra para que a cada semana uma comissão venha para negociar essas demandas.”
O superintendente do Incra, Gilson de Souza afirmou que realmente há uma morosidade no atendimento às demandas da reforma agrária. Ele explicou que o excesso de burocracia no serviço público acaba comprometendo o atendimento à essas demandas. Gilson Ele afirmou ainda que algumas medidas no atendimento às reivindicações dos trabalhadores já estão sendo tomadas pelo Incra, com por exemplo, a assinatura de um contrato com a Emater-MG para garantir a assistência técnica aos assentamentos ligados à Fetaemg e também com o Instituto de Terras para garantir a regularização fundiária no valor de R$ 15 milhões.
Em Minas Gerais, nas áreas de trabalho da Fetaemg, existem aproximadamente 120 acampamentos, com uma média de seis mil famílias de trabalhadores rurais esperando a desapropriação de terras pelo Incra. Algumas dessas famílias estão nessa situação há cerca de cinco anos.
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