|  Quinta, 09 de setembro de 2010 |  

 

 

 

 

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Fetaemg participa de audiência pública na Assembléia para debater os efeitos da crise no mercado de trabalho.

Com o objetivo de buscar propostas para conter os efeitos da crise financeira no mercado de trabalho, a Comissão Extraordinária para Enfrentamento da Crise Econômico Financeira Internacional se reuniu na Assembléia, na terça-feira, (12/05), com dirigentes de entidades representativas dos trabalhadores, entre elas a Fetaemg,  e do Ministério Público do Trabalho e do Ministério do Trabalho e Emprego.

Conforme o superintendente regional do Trabalho de Minas Gerais, Alysson Paixão, no pico da crise, em dezembro de 2008, foram fechados 668 mil postos de trabalho no país.  Só em Minas Gerais foram 128 mil. Em janeiro, Minas continuou com um saldo negativo de 28 mil postos de trabalho, tendo em março um saldo já positivo de 9.400 postos criados. De outubro a fevereiro, o único setor do Estado que teve crescimento na oferta de emprego foi o comércio. Nesse mesmo período, o desempenho negativo se destacou, sobretudo, na indústria de transformação e na agropecuária.

O presidente da Fetaemg, Vilson Luiz da Silva, que foi um dos debatedores, afirmou que a queda na exportação obrigou muitas empresas do setor agropecuário a reduzir os seus custos, incluindo a mão de obra do trabalhador rural. Vilson destacou ainda que a crise financeira não é a única responsável pelo desemprego no campo, mas também o avanço tecnológico. A substituição da mão de obra do trabalhador pela máquina também foi responsável. E essa é uma situação que já vem acontecendo há algum tempo. Uma colheitadeira de café substitui o trabalho de até 120 homens, realidade que tem afetado o trabalho do campo. “Não somos contra o avanço tecnológico, mas precisamos de garantias de que o trabalhador que emprega a sua mão de obra no campo não fique sem ter o que fazer. É precisa que haja a qualificação da mão de obra dessas pessoas para que elas sejam reaproveitadas no mercado”, explica.  Vilson afirmou ainda que a reforma agrária é uma alternativa para conter a crise financeira no país ao disponibilizar terras do governo para as pessoas produzirem, o que conteria também o inchaço das grandes cidades pela procura de emprego.  Para o presidente, a crise serve de alerta para cobrar das entidades governamentais medidas mais enérgicas.

Os representantes dos trabalhadores defenderam ainda a reforma agrária, a redução dos juros e a reforma tributária, além da adesão do Brasil à convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que proíbe demissões imotivadas, como alternativas para conter a crise.

O deputado Carlin Moura (PCdoB) considerou importantes as propostas apresentadas à Comissão e sugeriu a realização, junto a sindicatos e ao Ministério do Trabalho, de levantamento comparativo entre as demissões feitas nos setores automobilístico, siderúrgico e agropecuário e a lucratividade líquida nesses segmentos.

Durante a audiência foram aprovados cinco requerimentos relacionados à crise e à geração de emprego e renda. Entre os principais o do deputado Domingos Sávio, que solicita ao governador a abertura de linha de crédito especial pelo BDMG às cooperativas mineiras. Segundo o deputado, o segmento vive graves dificuldades, especialmente as cooperativas de produtores de leite, diante da insolvência de um grande comprador de São Paulo que gerou prejuízos diretos para 12 mil produtores e 30 cooperativas agropecuárias.

 

 

 

 

 


 

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