PRONERA comemora 10 anos na Assembléia

O Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária completou na última terça feira 10 anos de atuação em Minas Gerais. As comemorações aconteceram na Assembléia Legislativa. O programa que é executado pelo INCRA e tem a Fetaemg como parceira, apóia projetos de educação de jovens e adultos, de ensino médio e técnico profissionalizante e ensino superior capacitando educadores para atuar nas escolas de assentamentos e coordenadores locais.

A reunião conjunta das Comissões de Política Agropecuária e Agroindustrial e de Educação, Cultura, Ciência, Tecnologia e Informática da Assembléia Legislativa de Minas Gerais contou com as presenças de deputados e pessoas envolvidas diretamente com a Educação do Campo em Minas Gerais.

A superintendente regional substituta do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Minas Gerais, Luci Rodrigues Espeschit, disse que a necessidade de uma legislação própria para regular a educação no campo é o principal desafio a ser enfrentado pelo Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera). Para Luci Espeschit, a legislação que normatiza o Pronera precisa ser alterada para facilitar a implementação dos convênios. Ela acredita que o indicador de número de alunos atendidos para avaliar o sucesso do programa é insuficiente. A superintendente do Incra explicou que o Pronera, que atua em todos os níveis de ensino - da alfabetização ao ensino superior - é uma parceria entre o Incra, os governos federal, estadual e municipais, universidades, assentados, acampados e movimentos sociais, em que cada um tem um papel bem definido.

Os movimentos sociais entre eles a Fetaemg, que é parceira desde o primeiro projeto que começou em 1999, organizam as demandas dos acampamentos e assentamentos e encaminham propostas para novos cursos.

O PRONERA é executado pelo Incra, com a parceria da Fetaemg e Universidades. Existem hoje no Estado dez projetos do Pronera dos quais oito têm a participação da Fetaemg e estão localizados nas regiões do Jequitinhonha, Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba, Região Central, Sul de Minas, Rio Doce, Mucuri, Noroeste e Norte. Dentre esses projetos três são de escolarização, três de ensino médio e dois de curso superior, com mais de 4500 educandos.