Fundação da CTB

Belo Horizonte foi sede do Congresso de fundação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) um momento histórico para o movimento sindical brasileiro. Mais de mil e quinhentos delegados de todo o país estiveram presentes, além de nomes importantes do cenário político sindical. Entre eles, o ministro do Esporte, Orlando Silva, o presidente nacional do PcdoB, Renato Rabelo, o presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, os deputados federais Chico Lopes (PcdoBCE) e Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o presidente da Força Sindical, a secretária e Ciência e Tecnologia de Niterói (RJ) Jandira Feghali, além de representantes da CGTB, UGT, MST, UNE, Contag, Conam, Unegro e UBM. Um dos grandes destaques do Congresso foi a participação expressiva de entidades sindicais de diversos países, entre eles: Uruguai, Argentina, Chile, Colômbia, Cuba, África do Sul, Portugal, França, Espanha, Grécia, Índia e Nigéria. . A delegação mineira, a maior do país, foi constituída por 120 representantes do Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais.

Com sede provisória em São Paulo, a CTB irá defender os interesses de vários segmentos de trabalhadores rurais e urbanos. O presidente da Fetaemg, Vilson Luiz da Silva afirma que a representação dos trabalhadores na Central vai se basear numa organização unitária, democrática e plural, contemplando o conjunto de organizações que atuam no sindicalismo nacional, além de defender a unicidade sindical. Durante a abertura do Congresso, Vilson foi aplaudido quando afirmou que a central vem para apoiar o que Lula está fazendo de bom para os trabalhadores, mas também para cobrar o que não estiver correspondendo às necessidades da categoria. O presidente afirmou ainda que dessa vez os trabalhadores rurais podem se sentir de fato representados por uma Central Sindical. Além da Fetaemg, os rurais estão representados na CTB pelas Federações do Rio Grande do Sul, Bahia, Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

            Eleito presidente da CTB, o sindicalista Wagner Gomes afirma que o grande diferencial da Central em relação às demais centrais é a união da luta do campo e da cidade. Ressalta ainda que a pluralidade de idéias e a luta pelo desenvolvimento do país são também importantes diferenciais. Além das questões sindicais nós devemos inserir na luta questões para a distribuição de renda e geração de emprego e defender a pluralidade de idéias. A expectativa é de que a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil reúna cerca de mil sindicatos na base, podendo ocupar a posição de segunda maior do país.

            Durante a abertura do Congresso foi lida pelo Delegado Regional do Trabalho em Minas Gerais, Antônio Lambertuci, uma carta do presidente de Lula em apoio à criação da CTB. Ao final do Congresso foram aprovados o regimento interno e o estatuto da Central e constituída a diretoria com mandato de dois anos.

 

Rurais garantem espaço na direção da CTB

Os rurais garantiram a ocupação de cargos na CTB, o que de acordo com o presidente da Fetaemg, Vilson Luiz da Silva, eleito secretário de Finanças, fortalece ainda mais a representatividade da categoria. Acredito que dessa vez os rurais terão direito a vez a voto em uma central sindical, afirma. Formada por 71 membros, para um mandato de dois anos, a diretoria da CTB foi aprovada por unanimidade pelos 1300 delegados. O grande número de secretarias e diretorias específicas, compostas por dirigentes sindicais de entidades representativas de diversos estados, demonstra a amplitude de atuação da CTB.